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Neste número: o casamento (ele) – E então?
(ela) – Apimentar a relação?
(ele) – É...a gente tem que inovar de vez em quando, senão o sexo fica uma coisa burocrática sabe? Sempre a mesma posição....
(ela) – Tem alguma coisa errada com essa posição?
(ele) – Não...mas, sei lá...mamãe e papai todo o dia.....o mesmo gemido....parece que a gente já vai pra cama com um roteiro estudado. Vira obrigação e um dia, acaba perdendo o tesão.
(ela) – E o que você sugere?
(ele) – A gente podia tentar uma posição diferente, sei lá...uma coisa com um ar um pouco mais pervertido.
(ela) – Olha, amor, tem uma coisa que me impede de fazer essas inovações. Eu nunca te contei antes, mas agora estamos casados, eu queria dividir meus traumas com você...
(ele) – Que coisa?
(ela) – A Madre Pingüim.
(ele) – Quem porra é a Madre Pingüim????
(ela) – A Madre Pingüim era a madre superiora lá do meu internato. Ela era muito rígida; se eu sapecava um beijinho na boca de uma amiguinha....
(ele; animadinho) – Beijo da boca de uma amiguinha??
(ela) – É, coisa inocente, nada demais....
(ele) – Beijinho inocente tipo com calcinhas de algodão??
(ela; suspirando) – Bom, um ato mais inocente e lá vinha a Madre Pingüim dizendo que isso era pecado, que o diabo ia levar minha alma para cozinhar no inferno, que minha boca ia ficar torta, que ia crescer verruga na minha xereca....
(ele) – E daí??
(ela) – Daí que você deveria imaginar o significado disso na cabeça de uma menina de doze anos !!!!!
(ele) – Doze anos de calcinha de algodão sapecando beijos nas boquinhas das amiguinhas???
(ela; irritada) – Amooor, é sério....
(ele) – E o que é que essa Madre Pingüim fez na sua cabecinha?
(ela) – Toda a vez que eu penso em sexo eu vejo a Madre Pingüim na minha cabeça, olhando com aqueles olhos de pecado. Aí eu não consigo relaxar, nem entrar no clima, nem porra nenhuma.
(ele) – Por isso que toda vez que a gente trepa eu fico pensando que você entrou em coma...
(ela) – É, por isso...eu não consigo ter fantasia. A Madre Pingüim reprime todo meu inconsciente selvagem.
(ele) – Maldita igreja católica e seus mecanismos de dominação !!!!!!
(ela; desata em choro)
(ele) – Façamos o seguinte: feche os olhos e imagine a Madre Pingüim
(ela) – Lá está a maldita; do lado esquerdo do meu cérebro.
(ele) – Pronto...agora diga tudo que você sempre quis dizer à Madre Pingüim....
(ela) – Sua vadia, reprimida, recalcada...sexo não é pecado, sexo não é pecado, pecado é morrer virgem!!!!!
(ele) – Isso, isso, agora imagine você batendo nela.
(ela) – Tome isso e isso e mais isso.
(ele) – Bateu nela??
(ela) – Com um pé de cabra, ela está tendo ataques de convulsão...
(ele) – Ótimo. Agora imagine-se enterrando ela em uma cova muito funda
(ela) – Sim, sim....
(ele) - Enterrou???
(ela) – Lá no fundo, e joguei uma pedra em cima.
(ele) – E como você está se sentindo agora??
(ela) – Livre, leve, como eu nunca me senti antes
(ele) – E o tesão??
(ela) – Nunca estive tão acesa...
(ele) – Beleza....conseguimos, 500 anos de dominação devidamente enterrados no seu subconsciente. Agora, vamos trepar como dois loucos.
(ela) – Hummmmm.....tive uma idéia
(ele) – Diz, amor
(ela) – Fica deitado, vou montar na sua cara
(ele) – Ai que loucura...estou doido de tesão...
(ela) – Fica assim, paradinho....minhas fantasias tão vindo a tona
(ele) – Assim?? Quer que eu meta a língua?? O dedo??
(ela) – Não...fica paradinho...e abre a boca
(ele) – A boca??
(ela) – É, eu vou dar uma cagada
(ele) – Ok, pode chamar a Madre Pingüim de volta.....
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(ela) – E aí comprou??
(ele) – Tudinho aqui: filmes pornôs, gel lubrificante, algemas
(ela) – E esse cabo de vassoura??
(ele) - Vassoura?? Onde?? Ah, não...isso aqui é o pão de mel...é um vibrador; olha, vou ligar ele...
(ela) – Desliga, desliga, o barulho vai acordar o condomínio todo....
(ele) - ...
(ela) – Que bicho é aquele??
(ele) – Uma cabra
(ela) – Cabra ?
(ele) – Tava lá na loja...bonitinha, dando sopa, pensei em incrementar nossas fantasias.
(ela) – Mas a cabra ta comendo o nosso tapete
(ele) – Já tá regulando é????
(ela) – Amor...não faça movimentos bruscos; tem alguém nos observando dali.
(ele) – Ah, aquele é o anão.
(ela) - Anão???
(ele) – Lógico. Perversão sem anão não é perversão.
(ela) – Mas, mas...
(ele) – Mas nada...toma aí.
(ela) – O que é isso???
(ele) – Passagem de ônibus. Pra casa da tua mãe.
(ela) – Pra quê????
(ele) – Vou apimentar essa relação sozinho. |